O que o paciente regista todos os dias, o que medem os testes que ele preenche com regularidade e o seu olhar clínico em cada sessão juntam-se no processo. A evolução acompanha-se com bases sólidas, e o que muda deteta-se cedo.
Diário · terça-feira
Bem
«A apresentação correu melhor do que esperava»
GAD-7
6
Ansiedade leve
Avaliação da sessão
7/10
Mais descontraída, menos evitamento
O que o paciente vive no dia a dia, o que os testes medem e as suas observações em sessão reúnem-se no processo. Os acontecimentos de vida ficam na mesma linha do tempo: quando alguma coisa muda, percebe porquê.
Evolução do paciente
O autorregisto diário do paciente
O humor e as emoções, registados todos os dias: o que vive entre as sessões, sem o filtro da memória.
A medição padronizada através de testes
Depressão, ansiedade e stress, medidos a intervalos regulares e comparados com os pontos de corte publicados.
O seu olhar clínico em cada sessão
A sua avaliação do estado geral do paciente, registada no fim de cada sessão.
Quando os três olhares convergem, as bases são sólidas. Quando divergem, há um tema para a próxima sessão.
Todos os dias, no telemóvel, o paciente indica o humor, dá nome a até três emoções e responde a uma pergunta. Os bons períodos e os menos bons ficam à vista, sem que tenha de os reconstituir em sessão.
Como estou hoje?
O que poderia melhorar o meu estado de espírito neste momento?
Um humor em cinco níveis
De «Péssimo» a «Ótimo», dia após dia. Meses de vida leem-se de relance, no processo.
Até três emoções
Apaziguado, motivado, orgulhoso… ou ansioso, preocupado, cansado. Palavras precisas onde um «estou bem» não diz nada, para começar a sessão com dados concretos.
Uma pergunta do dia
O paciente responde livremente e depois escolhe se partilha a resposta consigo ou se a guarda só para ele.
Basta escolher o ritmo uma vez, e o SessionFuel trata do resto: o convite, o preenchimento, a cotação e o registo no processo. Não há lembretes para escrever, e a evolução deixa de ser uma impressão.
O ritmo, escolhido por si
Todas as semanas, de 10 em 10 dias ou de duas em duas semanas, consoante o que o acompanhamento pede. E pode pará-lo quando deixar de fazer sentido.
O paciente recebe o convite
«Um novo teste de acompanhamento está disponível para medir o meu progresso.» Basta um toque para começar, no momento certo.
A pontuação entra no processo
Cotada logo após a última resposta, junta-se ao histórico do paciente. Nada para voltar a introduzir, nada para calcular.
Uma simples ligação também chega. Basta enviá-la ao paciente: ele abre o teste em qualquer dispositivo e volta a usar a mesma ligação nos preenchimentos seguintes.
Cada preenchimento é comparado com os pontos de corte clínicos publicados para o instrumento, com as normas de referência e a respetiva fonte. Antes da sessão, o processo mostra-lhe os últimos resultados num relance.
PHQ-9
8/27
◉ Pontuação interpretada segundo pontos de corte clínicos validados: o nível colorido indica a gravidade.
População geral
Pontuação média: 3,3
adultos sem perturbação depressiva
População clínica / alvo
Pontuação média: 17,1
perturbação depressiva major
Fonte citada: Kroenke, Spitzer e Williams (2001).
Testes
Ver mais ›Escala de depressão, ansiedade e stress (DASS-21) · 28 de agosto de 2026
Escala de rastreio da perturbação de ansiedade generalizada (GAD-7)
Questionário sobre a saúde do paciente (PHQ-9)
Três instrumentos, três leituras diferentes, resumidas antes de cada sessão.
No fim de cada sessão, basta avaliar o estado geral do paciente numa escala de 1 a 10 e registar o que observou. Sessão após sessão, as suas avaliações formam um histórico próprio, ao lado do que o paciente diz e do que os testes medem.
Avaliação do paciente
O estado geral, de 1 a 10
Notas da sessão
«Mais descontraída, voltou a fazer desporto. Fala pela primeira vez das dificuldades no trabalho, sem evitamento.»
Esta semana, os três olhares
Autorregisto do paciente
Humor «Bem» cinco dias em sete
Medição padronizada
DASS-21: ansiedade a 12, moderada, a descer
A sua avaliação
7 em 10: «mais descontraída, voltou a fazer desporto»
Os três olhares vão no mesmo sentido: a melhoria confirma-se, e pode apoiar-se nela em sessão.
Toma as notas em papel? Fotografe-as: o texto é reconhecido e entra no processo.
Escrito a escrito
Para cada escrito, o paciente escolhe: «Terapeuta» ou «Privado». Só lhe chega o que ele decide confiar-lhe, nada mais.
Um acordo explícito
Antes de qualquer partilha, o paciente confirma o acompanhamento consigo e aceita transmitir-lhe as respostas. Sem esse acordo, nada lhe chega.
A regra é sua
Consoante a sua prática, pode deixar o paciente guardar alguns escritos só para ele ou optar por receber tudo.
Um paciente que sabe que nada sai dali escreve com mais liberdade. É isso que torna o processo fiel à realidade e, por isso, útil em sessão.
Três olhares que se completam: o autorregisto diário do paciente, os testes padronizados que ele preenche com regularidade e a sua avaliação em cada sessão.
Não. O check-in diário demora menos de um minuto, e os testes espaçam-se ao ritmo que escolher: todas as semanas, de 10 em 10 dias ou de duas em duas semanas.
Num gráfico, no processo, onde se cruzam o que o paciente sente, as pontuações dele e as suas avaliações, com os acontecimentos importantes da vida dele. Uma melhoria, uma estagnação ou uma recaída veem-se cedo.
Cada pontuação chega ao processo logo após o preenchimento, com a cor do respetivo nível clínico. Uma mudança de nível vê-se à primeira vista, e pode falar dela logo na sessão seguinte.
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