Escala de Esquemas Desadaptativos (MSS-YSQ)

A Maladaptive Schema Scale (MSS-YSQ) é um instrumento de avaliação abrangente que permite mapear a arquitetura cognitiva e emocional do paciente, em…

Escala de Esquemas Desadaptativos (MSS-YSQ)
Perguntas
76
Duração
30 min
Título original
MSS-YSQ — Maladaptive Schema Scale, Young Schema Questionnaire Aligned
Adaptação
Escala de Esquemas Desadaptativos (MSS-YSQ)
Autores
Buchanan, Bartholomew, Smyth & Hegarty
Criação
2024

A Maladaptive Schema Scale (MSS-YSQ) é um instrumento de avaliação abrangente que permite mapear a arquitetura cognitiva e emocional do paciente, em estreita consonância com os fundamentos da saúde mental avaliados no modelo da Terapia Focada nos Esquemas (TFE).

Composta por 76 itens, esta medida ajuda o clínico a traçar o perfil de 19 esquemas precoces desadaptativos — matrizes profundas e reativas que se instalam durante o desenvolvimento infantil e que perpetuam dinâmicas rígidas de sofrimento na vida adulta. Simultaneamente, a escala avalia cinco domínios fundamentais de necessidades emocionais, permitindo ao terapeuta rastrear o que o paciente internalizou ao longo das suas primeiras vivências de vinculação e estruturação do self.

Como instrumento repetível, a MSS fornece um enquadramento estrutural validado que supera as impressões clínicas isoladas. Ajuda a dar um nome à dor do paciente, a identificar os gatilhos subjacentes aos seus problemas crónicos e a ancorar o rumo do tratamento num trabalho profundo de reparentalidade e reparação emocional.

Exemplo de resultado

Resultado fictício, calculado a partir de um conjunto de respostas de exemplo.

O MSS-YSQ (Buchanan et al., 2024) avalia 19 esquemas desadaptativos precoces teoricamente alinhados com os de Jeffrey Young, ao longo de 76 itens cotados de 0 (“Discordo totalmente”) a 4 (“Concordo totalmente”). Cada esquema corresponde à média de 4 itens (0–4): é considerado moderado a partir de 2.5 e forte acima do percentil 90 dos pacientes (2.75–3.5 dependendo do esquema). Os esquemas também se agrupam em clusters de necessidades da infância (segurança e apego, autonomia e competência, livre expressão, espontaneidade e brincadeira, limites realistas): um cluster ≥ 2 sugere uma necessidade infantil cronicamente não satisfeita. Significativamente mais curto do que o YSQ (76 itens em comparação com 90 na versão breve) e publicado em acesso aberto, distingue-se nomeadamente por substituir o esquema de “autocontrole insuficiente” (confundido com TDAH) por “baixa autoeficácia”. Tradução francesa dos itens produzida a partir do questionário oficial — não validada.
Perfil MSS-YSQ
Esquemas Iniciais Desadaptativos (moderado ≥ 2.5; “alto” = 10% superiores, limiar específico para cada esquema)
Abandono / apego ansioso
04
1.5 · Não acentuado
Abandono / Apego Ansioso — “As pessoas vão me deixar”: medo de que relacionamentos significativos terminem, hipersensibilidade a sinais de afastamento, busca de reasseguramento.
Privação emocional
04
1.75 · Não acentuado
Privação Emocional — “Os outros não estão disponíveis para mim”: expectativa de que as próprias necessidades emocionais não serão atendidas; vazio, desconexão, dificuldade em pedir apoio.
Desconfiança dos outros
04
2 · Não acentuado
Desconfiança — “Não posso confiar”: expectativa de que os outros ocultem suas intenções, mintam ou traiam; vigilância e suspeição contínuas.
Isolamento social / alienação
04
2.25 · Não acentuado
Isolamento Social — “Sou diferente e não pertenço”: sensação de estar fundamentalmente à parte, vivência de exclusão que se estende para além de relacionamentos individuais.
Defectividade / vergonha
04
2.5 · Moderado
Defectividade / Vergonha — “Sou inaceitável”: convicção de ser defeituoso e impossível de ser amado; vergonha, medo de rejeição caso seja verdadeiramente visto. Endosso médio ≥ 2.5, mas abaixo do limiar “alto” específico do esquema (2.95).
Vulnerabilidade a um mundo perigoso
04
1.5 · Não acentuado
Vulnerabilidade — “O mundo é perigoso”: antecipação de catástrofes, cautela excessiva, sensação pervasiva de insegurança.
Dependência
04
1.75 · Não acentuado
Dependência — “Não consigo me virar sozinho”: sentimento de incapacidade de lidar com a vida cotidiana sem ajuda; indecisão, dependência excessiva dos outros.
Fracasso / inferioridade de realização
04
2.25 · Não acentuado
Fracasso — “Não sou uma pessoa bem-sucedida”: comparação desfavorável com os outros, sentimento de inferioridade em relação às realizações.
Baixa autoeficácia / fraqueza
04
2 · Não acentuado
Baixa Autoeficácia — “Sou fraco e indefeso”: baixa confiança na própria capacidade de lidar com dificuldades.
Emaranhamento / limites difusos
04
2.5 · Moderado
Emaranhamento / Limites difusos — “Intimidade significa ser um só”: sobre-envolvimento com alguém próximo, identidade pessoal e limites mal definidos. Endosso médio ≥ 2.5, mas abaixo do limiar “alto” específico do esquema (3.45).
Subjugação / submissão
04
1.5 · Não acentuado
Subjugação — “Os outros sabem melhor do que eu”: submissão ao controle alheio, as próprias necessidades ficam constantemente em segundo plano.
Autossacrifício
04
1.75 · Não acentuado
Autossacrifício — “Devo colocar os outros em primeiro lugar”: priorização constante das necessidades alheias, em detrimento das próprias necessidades.
Busca de aprovação
04
2 · Não acentuado
Busca de aprovação — “Preciso agradar a todos”: autoestima contingente à visão dos outros, decisões orientadas pela aprovação.
Inibição emocional
04
2.25 · Não acentuado
Inibição emocional — “Devo conter minhas emoções”: supressão da expressão emocional e da espontaneidade.
Pessimismo / negatividade
04
2.5 · Moderado
Pessimismo — “A decepção é inevitável”: foco centrado no negativo, expectativa de que as coisas deem errado. Endosso moderado ≥ 2.5, mas abaixo do limiar “alto” específico para este esquema (3.2).
Padrões elevados
04
1.5 · Não acentuado
Padrões inflexíveis — “Devo ter um desempenho excepcional”: padrões pessoais implacáveis, em detrimento do bem-estar e do descanso.
Punitividade em relação a si mesmo
04
1.75 · Não acentuado
Punitividade voltada para si — “Mereço ser punido pelos meus erros”: autocrítica severa, dificuldade em perdoar a si mesmo.
Punitividade em relação aos outros
04
2 · Não acentuado
Punitividade voltada para os outros — “Os outros devem pagar pelos seus erros”: intransigência, os erros exigem punição.
Merecimento / grandiosidade
04
2.25 · Não acentuado
Grandiosidade / Merecimento — “Sou especial”: sensação de estar acima das regras comuns, expectativa de privilégios.
Necessidades da infância (≥ 2: clinicamente significativo)
Necessidade: segurança e apego
04
1.917 · Não relatado
Necessidade de segurança e apego — engloba abandono, privação emocional, desconfiança, isolamento social, defectividade e vulnerabilidade.
Necessidade: autonomia e competência
04
2.125 · Não atingido
Necessidade de autonomia, competência e senso de identidade — engloba dependência, baixa autoeficácia, fracasso e emaranhamento. Pontuação média ≥ 2 neste domínio: sugere uma provável necessidade infantil não atendida, a ser explorada como a origem desenvolvimental dos esquemas deste domínio.
Necessidade: livre expressão de necessidades e emoções
04
1.875 · Não relatado
Necessidade de livre expressão de necessidades e emoções — engloba subjugação, autossacrifício, busca de aprovação e inibição emocional.
Necessidade: espontaneidade e brincadeira
04
1.938 · Não relatado
Necessidade de espontaneidade e lazer — engloba pessimismo, padrões inflexíveis e ambas as formas de punitividade.
Necessidade: limites realistas e consistentes
04
2.25 · Não atingido
Necessidade de limites realistas e coerentes — engloba grandiosidade / merecimento. Pontuação média ≥ 2 neste domínio: sugere uma provável necessidade infantil não atendida, a ser explorada como a origem desenvolvimental dos esquemas deste domínio.
Duas leituras: os 19 esquemas (faixa “moderada” a partir de 2.5 e “alta” no limiar do percentil 90 específico para cada esquema, aproximado a partir do relatório da plataforma), seguidos pelos 5 domínios de necessidades da infância, clinicamente significativos a partir de 2. Sem pontuação total.
Buchanan et al. (2024)

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O que o teste mede

A MSS avalia a adesão do paciente a diferentes matrizes de processamento e resposta, dividindo-se em esquemas específicos e clusters de necessidades emocionais.

  • Vinculação e Segurança: Avalia o receio de abandono, a desconfiança e a privação emocional decorrentes de falhas precoces de estabilidade.
  • Autonomia e Identidade: Explora os sentimentos de dependência e a sensação de defeito, dimensões que frequentemente subjazem ao trabalho clínico sobre a autocrítica perante o erro.
  • Limites e Reciprocidade: Identifica dinâmicas narcísicas, como a grandiosidade ou a punitividade severa dirigida aos outros, ligadas a dificuldades de internalizar limites.
  • Orientação para o Outro: Engloba a subjugação, o autossacrifício extremo e a busca de aprovação em detrimento da individualidade do paciente.
  • Hipervigilância e Inibição: Foca-se no pessimismo, na inibição afetiva e nas exigências inflexíveis, exigindo frequentemente uma exploração do peso destas crenças limitantes na rigidez psicológica do indivíduo.

A escala destina-se a adultos em acompanhamento psicoterapêutico, com especial relevância em casos de perturbação de personalidade, trauma relacional precoce ou sintomatologia depressiva e ansiosa crónica.

Quando e porquê utilizá-lo

O mapeamento dos esquemas é uma ferramenta essencial na fase de conceptualização do caso, ajudando a traçar a ponte causal entre o passado desenvolvimental e os atuais impasses do paciente.

  • Avaliação estrutural profunda: Permite aceder rapidamente às feridas centrais do paciente, delineando prioridades nas primeiras sessões de acompanhamento.
  • Sintomatologia relacional recorrente: Identifica padrões que se repetem destrutivamente e que impactam de forma profunda a compatibilidade no casal e a intimidade em geral.
  • Resistência terapêutica: Ajuda a explorar as razões pelas quais o paciente compreende racionalmente o problema, servindo como base para desafiar uma crença nuclear no foro emocional.
  • Despatologização da narrativa: O recurso ao instrumento ajuda a validar o paciente, recontextualizando os seus comportamentos inadaptados como antigas estratégias de sobrevivência.

Embora o terapeuta possa intuir traços de evitamento ou dependência ao longo das sessões, a utilização da MSS quantifica esses traços face a patamares de gravidade estandardizados. Isto confere objetividade à formulação clínica e fornece um roteiro claro sobre quais as necessidades que exigem maior esforço de reconstrução em terapia.

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As perguntas

  1. Esta avaliação demora cerca de 30 minutos. Apresentamos a seguir algumas afirmações com as quais poderá concordar ou não. Leia cada enunciado e indique o seu grau de concordância. Não dedique demasiado tempo a uma só questão nem seja excessivamente factual: responda com base naquilo que sente intuitivamente.
    1. Receio que as minhas relações importantes terminem inesperadamente.
    Este item avalia o medo generalizado da perda repentina das figuras de apego mais significativas.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  2. 2. Receio que as pessoas de quem gosto não consigam estar presentes para mim de forma comprometida.
    Explora a insegurança relacional quanto à disponibilidade e consistência afetiva do outro.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  3. 3. Confio que os outros estarão lá para mim quando eu precisar.
    Avalia o grau de confiança básica num suporte emocional constante e seguro.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  4. 4. Tenho medo de perder as pessoas com quem conto.
    Acessa a ansiedade de separação focada no risco de perda iminente do suporte.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  5. 5. Tenho pessoas com quem contar para obter conselhos e apoio emocional.
    Mensura a perceção atual de possuir uma rede de suporte funcional para a intimidade e regulação.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  6. 6. Se eu estivesse em apuros, não saberia a quem ligar.
    Este item capta a vivência de desamparo perante a falta de uma rede de ajuda fiável.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  7. 7. Os outros não se importam com as minhas necessidades emocionais.
    Explora a crença de indiferença afetiva por parte dos outros em relação às necessidades da pessoa.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  8. 8. Não me sinto apoiado(a) pelos outros, por isso não partilho as minhas emoções.
    Avalia a privação emocional experienciada que leva à supressão ativa das emoções nas relações interpessoais.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  9. 9. As pessoas geralmente escondem as suas verdadeiras intenções.
    Aborda a suspeita crónica de que os outros escondem motivos ou agendas dissimuladas.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  10. 10. Eu não confio nas pessoas.
    Mensura a adoção de uma postura generalizada de desconfiança e fechamento face aos demais.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  11. 11. Não acredito piamente no que as pessoas dizem.
    Este item capta a hipervigilância nas relações e o questionamento constante da integridade alheia.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  12. 12. As pessoas geralmente dizem a verdade.
    Explora o nível de confiança intrínseca na franqueza da comunicação humana.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  13. 13. Sou fundamentalmente diferente de todas as outras pessoas.
    Avalia o sentimento nuclear de alienação e de diferença irredutível em relação ao resto do mundo.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  14. 14. Nunca conheci ninguém que pense como eu.
    Aborda a perceção de isolamento cognitivo e existencial perante a ausência de pares.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  15. 15. Geralmente sou aceite pelas pessoas.
    Capta a noção de inclusão no grupo, atuando em oposição ao sentimento de segregação.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  16. 16. Estou à margem dos outros.
    Mensura a sensação crónica de se encontrar à margem dos círculos sociais comunitários.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  17. 17. Se as pessoas me conhecessem de verdade, não gostariam de mim.
    Explora a barreira oposta à intimidade assente na crença da própria inaceitabilidade inerente.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  18. 18. Eu sou fundamentalmente defeituoso(a).
    Este item foca-se na convicção nuclear e tóxica de que o eu é estruturalmente inadequado.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  19. 19. Os meus defeitos tornam-me impossível de amar.
    Aborda a distorção cognitiva em que o paciente assume que os seus traços proíbem a experiência de ser amado.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  20. 20. Tenho razões para me envergonhar de mim e do meu caráter.
    Mensura o afeto de vergonha crónica associada à essência identitária da pessoa.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  21. 21. Tenho medo de me aventurar muito longe porque acontecem muitas coisas graves.
    Avalia o grau de retração funcional pautado pelo medo exagerado perante os riscos inerentes à vida.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  22. 22. O mundo é seguro para mim.
    Capta o nível de tranquilidade sentida em relação à segurança que o meio envolvente proporciona.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  23. 23. O mundo é um lugar perigoso e implacável, e temo que mergulhe na catástrofe.
    Explora a visão assustadora e catastrófica do ambiente natural ou social em que o paciente se insere.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  24. 24. O mundo é mau e vai magoar-me.
    Este item avalia o viés persecutório focado na hostilidade percecionada no tecido do próprio mundo.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  25. 25. Não consigo tomar conta de mim, por isso preciso que outros cuidem de mim.
    Mensura a crença de falência do self adulto e a exigência constante do cuidado de uma figura externa.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  26. 26. Sinto-me incapaz de gerir as tarefas do dia a dia sem a ajuda dos outros.
    Foca-se na perceção de desamparo funcional frente aos desafios básicos do quotidiano.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  27. 27. Preocupo-me muitas vezes por ter de tomar decisões sozinho(a) e prefiro que outra pessoa as tome por mim.
    Avalia a abdicação deliberada do papel de decisão, originada pela ansiedade e pela intolerância ao erro.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  28. 28. Sinto-me capaz de tomar decisões por mim mesmo(a).
    Capta a medida de empoderamento, segurança interna e capacidade autonómica no processo de tomada de decisão.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  29. 29. Se uma tarefa é difícil, é pouco provável que eu consiga realizá-la.
    Este item analisa o défice crónico de autoeficácia perante o surgimento de obstáculos na vida.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  30. 30. Raramente encontro soluções para os meus próprios problemas.
    Aborda a imobilização face aos próprios problemas e o descrédito na validade do próprio intelecto emocional.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  31. 31. Consigo lidar com tudo o que me acontece.
    Mensura a dimensão interior de resiliência e a atitude de mestria perante a diversidade existencial.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  32. 32. A maioria dos problemas são demasiado difíceis para eu gerir.
    Capta o sentimento imediato de sobrecarga emocional, onde as adversidades comuns tomam proporções inultrapassáveis.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  33. 33. A maioria das outras pessoas conquistou mais do que eu.
    Avalia o viés sistemático de comparação descendente com foco na discrepância de sucessos vitais.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  34. 34. Tenho orgulho do que conquistei.
    Explora a capacidade para apropriar, reconhecer e celebrar as próprias conquistas de vida sem relativização desvalorizante.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  35. 35. Sinto-me inferior quando penso nas conquistas dos outros.
    Este item mensura a ativação profunda do complexo de inferioridade acionado pela observação do triunfo alheio.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  36. 36. Comparo as minhas conquistas com as dos outros e sinto que não sou tão bem-sucedido(a).
    Foca-se no padrão repetitivo de auto-humilhação derivado de uma medição constante face aos pares do mesmo estrato.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  37. 37. Sou responsável pelas emoções da pessoa de quem sou mais próximo(a).
    Aborda o excesso de implicação afetiva e a crença ilusória de controlo direto sobre o estado emocional de terceiros.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  38. 38. Com as pessoas que me são próximas, não sei onde terminam as minhas necessidades e emoções e onde começam as delas.
    Avalia o grau de porosidade e a dificuldade profunda em delinear limites de agência e identidade nos relacionamentos.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  39. 39. Sou tão próximo(a) de alguém que tenho a impressão de me ter fundido com essa pessoa.
    Explora o emaranhamento de contornos patológicos, no qual se abdica do self para existir somente através da fusão relacional.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  40. 40. As necessidades da pessoa mais próxima de mim consomem-me.
    Este item capta a dimensão opressora da fusão afetiva, originando sentimentos crónicos de captura pelo outro.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  41. 41. Os outros sabem mais do que eu.
    Mensura o apagar do próprio raciocínio num movimento imediato de deferência para com a perceção externa.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  42. 42. Deveria fazer sempre o que me dizem.
    Aborda a submissão cega instalada sob o imperativo moral de conformidade que recusa a rebeldia saudável.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  43. 43. Os outros sabem o que é melhor para mim.
    Foca-se na alienação do próprio superior interesse, preterido a favor da visão arbitrária das autoridades exteriores.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  44. 44. Sinto que tenho de deixar os outros assumir o controlo nas relações.
    Avalia o apaziguamento profilático nas relações sob a crença de que a co-direção traria inevitavelmente conflitos.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  45. 45. Ponho sempre os outros em primeiro lugar, aconteça o que acontecer comigo.
    Explora o mecanismo compensatório de abnegação, priorizando os desejos alheios num claro prejuízo pessoal.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  46. 46. Acredito que é meu dever ouvir os problemas dos outros.
    Mensura a hiperresponsabilização moral atribuída ao papel de suporte e escuta dos problemas das outras pessoas.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  47. 47. As minhas necessidades são tão importantes como as dos outros.
    Capta a perceção saudável de paridade e o direito inerente ao espaço e satisfação das necessidades individuais.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  48. 48. Não importa o quanto eu dou aos outros, nunca dou o suficiente.
    Aborda o desgaste experienciado num cuidado unilateral crónico acompanhado de culpa, por um sentimento de insuficiência do dom.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  49. 49. Obter a aprovação dos outros muitas vezes importa mais para mim do que seguir os meus próprios desejos.
    Avalia como a obsessão por gerar uma imagem de sucesso perante a audiência anula a identidade autêntica do sujeito.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  50. 50. Quero que gostem de mim, por isso tenho tendência a concordar com as pessoas mesmo quando sei que estão factualmente erradas.
    Foca-se na distorção comportamental que leva à conformidade factual apenas para pacificar eventuais rejeições.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  51. 51. Mesmo que não goste de alguém, desejo imenso agradar a essa pessoa.
    Explora a fome narcísica por atenção positiva indiscriminada que contraria as reais reações afetivas do paciente.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  52. 52. Tenho dificuldade em tomar uma decisão sem saber o que os outros pensam sobre ela.
    Este item evidencia como o radar constantemente calibrado no parecer exterior paralisa o ato de assumir a vida de forma independente.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Neutro
    • Concordo
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  53. 53. Estar atento(a) às minhas emoções é-me útil.
    Capta a valorização construtiva que o paciente confere ao seu próprio universo afetivo enquanto bússola vital.
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  54. 54. As minhas emoções fazem mais mal do que bem.
    Aborda a perceção hostil que a pessoa tem face à própria vivência emocional interna, vista como vetor de dano.
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  55. 55. As emoções não servem para nada, por isso devo ignorá-las.
    Explora o uso sistemático da desconexão e racionalização imposta de forma rígida para calar reações sensíveis.
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  56. 56. É perigoso sentir emoções demasiado intensas.
    Mensura o medo visceral de vivenciar níveis normativos de expressividade intensa receando uma perda irremediável de controlo.
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  57. 57. Quase tudo corre mal para mim.
    Este item analisa o quadro de fundo de negatividade crónica que induz um determinismo generalizado ligado ao azar.
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  58. 58. Na incerteza, geralmente espero o melhor.
    Avalia o rasgo otimista adaptativo e a resistência cognitiva favorável à incerteza dos resultados.
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  59. 59. As coisas acabam inevitavelmente por correr mal para mim, por isso prefiro esperar o pior para evitar a deceção.
    Aborda a função protetora ilusória conferida pela expetativa do mal, usada rigidamente como escudo afetivo para atenuar potenciais frustrações.
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  60. 60. Sou pessimista em relação ao futuro.
    Mensura a desesperança projetada sistematicamente em eventos futuros, criando inércia na agência terapêutica.
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  61. 61. Quando cometo um erro, consigo facilmente seguir em frente.
    Explora a capacidade para recuar frente ao equívoco sem encetar ciclos debilitantes de ruminação persecutória.
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  62. 62. Atingir padrões elevados é mais importante do que a minha própria felicidade.
    Avalia a predominância ditatorial de exigências de performance interiorizadas sobre o conforto e a paz de espírito.
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  63. 63. Deveria ter sempre um desempenho extremamente elevado.
    Este item foca a internalização tirânica de uma urgência de perfecionismo imposta como valor último do indivíduo.
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  64. 64. Não há problema se eu não tiver um desempenho muito elevado.
    Capta a aceitação libertadora de limites não extraordinários no desempenho funcional.
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  65. 65. Tento ser compassivo(a) e compreensivo(a) comigo mesmo(a) quando cometo um erro.
    Mensura a postura da autocompaixão perante as adversidades, fundamental na resiliência afetiva do eu.
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  66. 66. Se algo corre mal por minha culpa, eu não deveria sair impune.
    Aborda o automatismo e a exigência de retribuição moral estrita frente às próprias culpas assumidas.
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  67. 67. Se eu falhar, devo sofrer as consequências.
    Explora o reflexo primitivo de degradação pessoal através do qual todo o deslize pessoal se associa diretamente ao expurgo e sofrimento.
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  68. 68. Por mais pequeno que seja o meu erro, mereço ser punido(a) por ele.
    Este item analisa o masoquismo cognitivo derivado de uma hipervigilância centrada nas faltas microscópicas.
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  69. 69. Tento ser compassivo(a) e compreensivo(a) para com os outros quando eles cometem um erro.
    Capta a existência de uma postura clemente nas vicissitudes e defeitos alheios, opondo-se à inflexibilidade social.
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  70. 70. As pessoas deveriam ser responsabilizadas pelas suas falhas.
    Mensura o rigor da justiça retributiva exteriorizada à comunidade humana em casos de falta de zelo.
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  71. 71. Se alguém falhar, deveria sofrer as consequências.
    Avalia o peso imposto na avaliação do outro a partir do prisma cego da disciplina sancionatória sem tolerância mitigadora.
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  72. 72. As pessoas merecem ser punidas pelos seus erros.
    Aborda a intolerância cívica que propõe as sanções duras como mecanismo primordial de gestão das atitudes alheias.
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  73. 73. Quando peço algo a alguém, essa pessoa deveria aceitar.
    Explora o aspeto dominante do esquema grandioso pautado pelo entitlement perante a vontade do outro.
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  74. 74. Estou acima das regras habituais que os outros seguem.
    Este item foca a insenção autoproclamada e superioridade percebida face às leis da convivência convencional.
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  75. 75. Os outros deveriam apreciar o quão único(a) eu sou.
    Mensura o ego famélico de tributo à exclusividade intrínseca e o traço histriónico de validação da grandiosidade.
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  76. 76. Mereço privilégios especiais.
    Capta o aspeto reivindicativo do comportamento narcisista centrado na pretensão de estar sujeito a uma realidade facilitada.
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