O Questionário CAGE, acrónimo baseado nas letras iniciais dos critérios de rastreio em inglês, é uma das ferramentas de despiste mais amplamente utilizadas…

O Questionário CAGE, acrónimo baseado nas letras iniciais dos critérios de rastreio em inglês, é uma das ferramentas de despiste mais amplamente utilizadas na prática clínica mundial para a identificação precoce do uso problemático de álcool. Originalmente desenvolvido na década de setenta, o seu formato ultra breve com apenas quatro perguntas permite que seja agilmente integrado na anamnese de rotina.
A sua relevância clínica reside na capacidade de não focar na quantidade absoluta do consumo, mas sim na perceção subjetiva e nas consequências biopsicossociais do mesmo. Ao abordar aspetos como a irritabilidade perante críticas e o alívio matinal de sintomas, a sua aplicação ajuda o clínico a mapear a necessidade de controlo desadaptativa subjacente à dependência física e psicológica.
Validado para a população lusófona, este instrumento permite identificar sinais de alerta mesmo perante narrativas defensivas, onde o paciente exprime sistematicamente o preceito de que tudo é culpa minha sem concretizar a mudança. O rastreio positivo orienta de forma segura a necessidade de aprofundar a avaliação, auxiliando o encaminhamento terapêutico atempado e estruturado.
Resultado fictício, calculado a partir de um conjunto de respostas de exemplo.
Peça ao seu paciente para fazer este teste
Atribua-o num clique: o seu paciente responde no telemóvel e você recebe a pontuação e a sua interpretação.
O Questionário CAGE avalia sinais indicativos de uso nocivo e dependência de álcool, concentrando-se nas dimensões comportamentais e nas repercussões subjetivas do consumo ao longo da vida. Os itens do teste cobrem os seguintes critérios nucleares:
Este instrumento revela-se adequado para jovens adultos e adultos, constituindo uma referência nas consultas de cuidados primários, medicina do trabalho e psiquiatria.
A aplicação do CAGE é recomendada como etapa inicial de triagem perante uma avaliação de saúde mental global ou suspeitas clínicas de patologia aditiva. As suas indicações práticas incluem:
A utilização da cotação validada confere um suporte empírico robusto que ultrapassa a mera impressão clínica não estruturada, reduzindo drasticamente os falsos negativos frequentes resultantes da superficialidade do inquérito livre.
Uma biblioteca concebida com e para clínicos, pronta a ser usada em sessão e a prolongar-se entre as consultas.
Aceder a todas as ferramentasAs fichas, exercícios, programas e áudios acima: você escolhe quais disponibilizar aos seus pacientes, na aplicação móvel dedicada a eles.
A aplicação vai muito além dos recursos, para acompanhar os seus pacientes no dia a dia:
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