Escala de Avaliação do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - 5 (ADHD-RS-5)
A ADHD-RS-5 (Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Rating Scale-5) é uma das medidas de rastreio e acompanhamento continuado mais amplamente utilizadas…
Escala de Avaliação do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - 5 (ADHD-RS-5)
Autores
DuPaul, G. J., Power, T. J., Anastopoulos, A. D., & Reid, R.
Criação
2016
A ADHD-RS-5 (Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Rating Scale-5) é uma das medidas de rastreio e acompanhamento continuado mais amplamente utilizadas na prática clínica mundial, operacionalizando de forma objetiva e sistemática os dezoito critérios de diagnóstico delimitados pelo DSM-5. Estruturada para mapear a regularidade das ocorrências sintomatológicas, esta métrica permite uma aplicação ágil tanto na vertente de heteroavaliação (junto a pais, familiares ou docentes) como na autoavaliação (direcionada a adolescentes e pacientes adultos), garantindo aos profissionais uma visão abrangente sobre as interrupções comportamentais geradas em distintos contextos vitais.
Para além de estruturar o contacto inicial, o impacto fundamental deste guião reside na sua propensão para delimitar uma avaliação de partida e fundamentar minuciosamente toda a trajetória evolutiva do paciente acompanhado. Ao traduzir o sofrimento empírico em vetores paramétricos consistentes, revela as verdadeiras margens de eficácia promovidas pelas correções farmacológicas e pela sedimentação das abordagens cognitivo-comportamentais.
A incorporação contínua desta estratégia metódica permite combater a ansiedade gerada no seio da investigação exploratória das dinâmicas neurodesenvolvimentais, mesmo em cenários onde precisamos simultaneamente de compreender a depressão instalada num quadro de dupla comorbilidade, acabando ainda por favorecer a identificação direta dos ineficientes comportamentos automáticos concebidos como esquemas de compensação individual.
Exemplo de resultado
Resultado fictício, calculado a partir de um conjunto de respostas de exemplo.
Pontuação global
25/ 54
A ADHD-RS-5 (DuPaul et al., 2016) é uma escala de avaliação padronizada de 18 itens alinhada aos critérios diagnósticos do DSM-5 para o TDAH. Ela mensura a frequência e a gravidade dos sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade por meio do relato de informantes (pais ou professores; a ADHD-RS-5 não é um questionário de autorrelato) para auxiliar no diagnóstico e no monitoramento de pacientes.
cliniquemisto · condição: TDAH (DSM-5), participantes de ensaio clínico de fase 3 · braço placebo, linha de base · 12–17 anos · Estados Unidos · n = 96 · 2021 · Nasser et al. (2021)
054
25
M = 38.8 ± 8.06
cliniquemisto · condição: TDAH (DSM-5) · crianças, linha de base combinada de 4 ensaios clínicos de fase 3 (estudos P301/P303) · 6–11 anos · Estados Unidos · 2021 · Nasser et al. (2021)
054
25
M = 44.2
cliniquemisto · condição: TDAH (DSM-5) · adolescentes, linha de base combinada de 4 ensaios clínicos de fase 3 (estudos P302/P304) · 12–17 anos · Estados Unidos · 2021 · Nasser et al. (2021)
054
25
M = 39.9
ⓘA título informativo
Ponto de corte23–41Correspondência CGI-S 4 "moderadamente doente" — crianças de 6–11 anos
Vinculação empírica das pontuações da ADHD-RS-5 à escala de gravidade clínica CGI-S, com base em 1354 pacientes pediátricos de 4 ensaios clínicos de fase 3. Em crianças de 6–11 anos, uma pontuação total entre 23 e 41 (mediana 37) corresponde a uma classificação clínica de "moderadamente doente" (n = 266). Nota: amostra exclusivamente clínica (TDAH confirmado); estes pontos de corte não são limiares de triagem para a população geral.
Ponto de corte11–39Correspondência CGI-S 4 "moderadamente doente" — adolescentes de 12–17 anos
Em adolescentes de 12–17 anos, uma pontuação total de 11 a 39 (mediana 34) corresponde ao nível "moderadamente doente" da CGI-S (n = 290). Os pontos de corte são mais baixos do que em crianças, refletindo o declínio das pontuações de hiperatividade-impulsividade com a idade.
Soma por subescala e contagem de sintomas, pontuação total de 0 a 54, cada item é pontuado em uma escala de 4 pontos (de 0 a 3).
Desatenção
8/ 27
Soma dos 9 itens que abrangem o domínio "desatenção" do DSM-5: atenção a detalhes, manutenção da atenção, escutar quando lhe dirigem a palavra, seguimento de instruções, organização, esforço mental sustentado, perda de objetos, suscetibilidade à distração e esquecimento (domínios listados no estudo sudanês, Front Psychiatry 2024).
itens1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17
cliniquemisto · condição: TDAH (DSM-5), participantes de ensaio clínico de fase 3 · braço placebo, linha de base · 12–17 anos · Estados Unidos · n = 96 · 2021 · Nasser et al. (2021)
027
8
M = 22.4 ± 3.59
Hiperatividade / Impulsividade
17/ 27
Soma dos 9 itens que abrangem o domínio "hiperatividade-impulsividade" do DSM-5: inquietação motora, levantar-se do assento, correr/subir em coisas, dificuldade em brincar calmamente, estar "a todo vapor", falar em excesso, responder precipitadamente, esperar a própria vez e interromper os outros (domínios listados no estudo sudanês, Front Psychiatry 2024).
itens2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18
cliniquemisto · condição: TDAH (DSM-5), participantes de ensaio clínico de fase 3 · braço placebo, linha de base · 12–17 anos · Estados Unidos · n = 96 · 2021 · Nasser et al. (2021)
027
17
M = 16.4 ± 6.36
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A grelha afere exaustivamente a intensidade, repetição e extensão dos dezoito pilares nucleares inerentes à Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, organizando a expressão clínica nas seguintes estruturas de impacto:
Desatenção: audita a debilidade focal, a acentuada intolerância ao esforço mental mantido, os graves ruídos do mecanismo executivo organizador e o extravio de materiais no quotidiano.
Hiperatividade motora: regista a inquietação neuromuscular permanente, o imperativo crónico de expansão espacial num meio inadequado e a notória resistência à estagnação tranquila.
Impulsividade reativa: quantifica o manifesto insucesso no controlo da ação imediata, a dificuldade perante frustrações em interrupções e as respostas comunicacionais invasivas perante terceiros.
Este recurso adequa-se perfeitamente aos planos de observação dirigidos a faixas etárias infanto-juvenis, sendo progressivamente determinante na fase adulta para discernir um prejuízo originário autêntico de um mero aborrecimento no trabalho originado por cenários subestimulantes, oferecendo uma base empírica valiosa para posteriormente rastrear a proveniência das crenças incapacitantes ligadas ao insucesso interiorizado.
Quando e porquê utilizá-lo
A mobilização sistemática da ADHD-RS-5 enquanto recurso operativo na agenda psicoterapêutica consolida a sua utilidade primária perante as seguintes conjunturas analíticas:
Avaliação de rastreio de entrada: determina o peso sintomatológico expresso desde o primeiro contacto clínico e estabelece o rigor imprescindível para instigar ou afastar conjeturas de gravidade perante disrupções graves de comportamento.
Sistematização profunda da entrevista clínica: providencia uma arquitetura de referência segura para auditar obrigatoriamente e sem falhas todos os marcadores exigidos na literatura do DSM-5.
Acompanhamento e titulação de respostas medicamentosas: fornece um retrato cronológico transparente para confirmar quantitativamente o recuo ou estabilização clínica durante os tratamentos neuroquímicos e os ajustes de dosagem.
Cruzamento informacional pluricontextual: favorece a convergência observacional entre várias testemunhas do meio do indivíduo (escola, espaço laboral, dinâmica de casal) evidenciando as falhas trans-situacionais.
Mais longe do que uma catalogação simplista e impressionista, a integração estrutural num registo pontual devolve clareza e credibilidade formal ao processo empírico do clínico, apresentando utilidade inequívoca nos preparos para auxiliar o acompanhado num exercício de ancoragem no momento presente voltado para apaziguar a reatividade latente e reeducar a presença consciente.
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Por favor, leia cada afirmação e indique com que frequência este comportamento foi observado ao longo dos últimos 6 meses. Assinale a resposta que melhor descreve a situação.
1. Não consegue prestar atenção a pormenores ou comete erros por descuido no trabalho (escolar ou outro).
Este item examina a precisão operacional em exigências miudinhas e a predisposição crónica à elaboração de erros não forçados no empenho ocupacional.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
2. Mexe as mãos e os pés ou contorce-se na cadeira.
Avalia-se a tensão nervosa extrínseca localizada essencialmente no tremor ou na incapacidade aparente de sustentar a contenção postural silenciosa.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
3. Tem dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
O foco é colocado sobre a labilidade da vigilância temporal exigida tanto nas horas de obrigações penosas como nos períodos de entretenimento eleitos.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
4. Levanta-se na sala de aula ou noutras situações em que se espera que permaneça sentado(a).
Mapeia a rutura dos limites normativos espaciais requeridos na conjuntura formal escolar ou ocupacional, sinalizando insucesso à regra limitante de inércia.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
5. Parece não ouvir quando lhe falam diretamente.
Esta métrica averigua o corte interpessoal, traduzindo as quebras focais da interação relacional numa aparência passiva de alheamento iminente e surdez psíquica.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
6. Corre ou trepa excessivamente em situações em que tal é inadequado (ou tem um sentimento de agitação/inquietação).
Regista a intensidade da inquietude intrínseca exacerbada, materializando-se pela ação muscular infantil ruidosa ou na agitação contínua silenciada no espectro de maturidade.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
7. Não segue as instruções e não consegue terminar o seu trabalho (ou as suas obrigações).
Este escrutínio observa as evidentes perdas nas funções de perseguição de planos, demonstrando incapacidade de executar ordens sem os devidos desvios ou omissões até ao fecho da meta.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
8. Tem dificuldade em manter-se calmo(a) em jogos ou atividades de lazer.
Atenta na impossibilidade notória de adaptar o grau de reatividade nervosa para acomodar ritmos pausados, recreativos e expectantes sem recorrer a ruído intrusivo.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
9. Tem dificuldade em organizar os seus trabalhos ou atividades.
Capta explicitamente os danos concretos presentes nos eixos organizacionais de sequenciamento lógico de tempo e articulação harmónica das logísticas.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
10. Está 'a todo o gás' ou age como se estivesse 'ligado(a) a um motor'.
Denuncia um compasso incansável e permanente da reatividade psicomotora associado à ausência crónica do instinto biológico compensador para se desacelerar e repousar num ponto morto.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
11. Evita tarefas que exigem esforço mental prolongado.
O foco encontra-se na aversão manifestada a empreendimentos burocráticos ou complexos que cobram exigências longas de sustentação puramente abstrata da mente.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
12. Fala excessivamente.
Pesa as ruturas relativas ao fluxo linguístico inibitório e à incapacidade imatura de medir o peso intrusivo do seu próprio ritmo verbal incessante perante terceiros.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
13. Perde objetos necessários para o seu trabalho ou atividades.
Averigua a degradação na salvaguarda dos itens mecânicos logísticos, indicando perdas rotineiras de utensílios sem os quais o progresso das missões diárias periga.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
14. Deixa escapar a resposta para uma pergunta que ainda não foi totalmente feita.
Capta de modo claro os descontroles instantâneos nos compassos de conversação partilhada, traduzidos pelas verbalizações reativas impulsivas que estragam os turnos sociais pacíficos.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
15. É facilmente distraído(a) por estímulos externos.
Este item analisa em particular as falhas severas na blindagem neurológica que deve afastar ou extinguir as interferências do mundo no percurso principal do raciocínio.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
16. Tem dificuldade em esperar pela sua vez.
Testa o pilar comportamental das demoras contrariadas e as imaturidades inibitórias exibidas perante bloqueios obrigatórios do espaço coletivo nas rotinas cívicas.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
17. Tem esquecimentos na vida quotidiana.
Mede a instabilidade nas fixações de memória prospetiva encarregue de assegurar a fiabilidade das ações domésticas ou programáticas já agendadas e aceites.
Nunca ou raramente
Às vezes
Frequentemente
Muito frequentemente
18. Interrompe os outros ou impõe a sua presença.
Afere minuciosamente a usurpação inibitória ou intervenção abrupta desprovida de tato que se intromete em enredos dos vizinhos sob uma falsa noção de espontaneidade.