Escala de Autoestima de Rosenberg

A Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR) é a medida de referência mundial incontornável para a avaliação da autoestima global na prática psicológica e…

Escala de Autoestima de Rosenberg
Perguntas
10
Duração
5 min
Título original
RSES — Rosenberg Self-Esteem Scale
Adaptação
Escala de Autoestima de Rosenberg
Autores
Rosenberg, M.
Criação
1965

A Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR) é a medida de referência mundial incontornável para a avaliação da autoestima global na prática psicológica e psiquiátrica. Trata-se de um instrumento estruturado, focado especificamente na forma como a pessoa avalia e pesa o seu próprio valor, permitindo aceder a uma métrica unificada de aceitação individual extensamente validada para uso em cenários clínicos com populações adolescentes e adultas.

Ao invés de segmentar a autoimagem através de domínios restritos (como o físico, relacional ou académico), a escala capta o eixo nuclear e generalizado do respeito de si por si mesmo. A adoção formal desta medida confere uma notória solidez à formulação do caso, garantindo que o acompanhamento do autoconceito não assente numa impressão genérica, mas direcione de facto as decisões e o ritmo do plano terapêutico com objetividade.

Na prática diária, a integração deste questionário ajuda a dar uma expressão tangível a sentimentos crónicos de inferioridade, sobretudo quando o profissional visa apoiar o paciente a clarificar uma crença nuclear de inadequação. O seu mapeamento revela-se imperativo em quadros onde o défice no valor próprio cristaliza o quadro clínico, ajudando os terapeutas a estruturarem a desconstrução de um diálogo interior crónico e abertamente punitivo.

Exemplo de resultado

Resultado fictício, calculado a partir de um conjunto de respostas de exemplo.

Pontuação global
13/ 30
Questionário breve de autorrelato de 10 itens que avalia a autoestima global, definida como o julgamento ou avaliação que o indivíduo faz de si próprio e do seu valor pessoal. Originalmente concebida para adolescentes (Rosenberg, 1965) e posteriormente estendida a adultos, a escala é utilizada numa ampla variedade de contextos clínicos (depressão, ansiedade, adições, dificuldades relacionais, perturbações do comportamento alimentar) para rastrear a vulnerabilidade associada à baixa autoestima e monitorizar a sua trajetória ao longo da psicoterapia.
0–14
Baixa autoestima
13
15–25
Faixa típica
26–30
Alta autoestima
Abaixo do ponto de referência convencional de 15 — convergente com o limiar de Isomaa 2013 (adolescentes) e ≈ 1.3 desvios-padrão abaixo da média dos adultos norte-americanos. Não existe um ponto de corte oficial: valor de referência orientativo, não um diagnóstico.
généralemisto · amostra comunitária · 18–87 anos · Estados Unidos · n = 503 · Sinclair et al. (2010)
030
13
M = 22.62 ± 5.8
généralehomens · amostra comunitária · Estados Unidos · Sinclair et al. (2010)
030
13
M = 22.43 ± 6.21
généralemulheres · amostra comunitária · Estados Unidos · Sinclair et al. (2010)
030
13
M = 22.79 ± 5.41
généralemisto · amostra comunitária · ≤ 25 anos
030
13
M = 19.76 ± 5.57
généralemisto · amostra comunitária · ≥ 26 anos
030
13
M = 23.3 ± 5.46
cliniquemisto · população clínica · n = 12106 · Bartholomew et al. (2025)
030
13
M = 15.09 ± 6.99
A título informativo
Ponto de corte12–15Populações com depressão
As amostras clínicas demonstram tipicamente médias substancialmente mais baixas, com as populações com depressão a pontuar frequentemente no intervalo de 12-15, evidenciando a influência do sofrimento psicológico nas pontuações da escala.
Ponto de corte17–22Intervalo típico (<25 anos)
Cerca de 50% das pessoas com menos de 25 anos pontuam neste intervalo.
Ponto de corte21–26Intervalo típico (>25 anos)
Intervalo típico para indivíduos com mais de 25 anos.
Pontuação
Soma (itens negativos com pontuação invertida), pontuação total de 0 a 30, sendo cada item pontuado numa escala de 4 pontos (de 0 a 3).
Competência pessoal (autocompetência)
6/ 15
O sentimento de ser competente, eficaz e capaz de agir.
itens 1, 2, 3, 4, 5
6
015
Autoestima (autoapreço)
7/ 15
O sentimento de ser uma pessoa boa ou má, independentemente das capacidades.
itens 6, 7, 8, 9, 10
7
015

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O que o teste mede

Este instrumento afere a autoestima compreendida como uma atitude abrangente de aprovação ou de censura internalizada face ao self, operando através das seguintes dimensões fundamentais:

  • Autocompetência: o grau em que o indivíduo se sente eficaz, dotado das capacidades necessárias e enquadrado em pé de igualdade com o grupo nas vivências sociais e quotidianas.
  • Autoaceitação: a capacidade interna para nutrir ativamente afeto pelo próprio eu, assumindo qualidades sem descartar a natural falibilidade humana.
  • Autodepreciação: o enraizamento das autoavaliações perversas e da leitura focada no fracasso intrínseco, sendo uma métrica valiosa antes de rastrear a origem do pensamento e chegar às crenças profundas sobre o passado do paciente.

A ferramenta destina-se a todo o espectro do desenvolvimento normativo a partir da adolescência, englobando adultos e faixas geriátricas expostos a diversificados enquadramentos socioculturais e clínicos.

Quando e porquê utilizá-lo

A aplicação sistémica deste inventário justifica-se nos mais diversos percursos de acompanhamento de psicoterapia, sempre que o pilar da autovalorização interfira quer na consolidação da sintomatologia quer na adesão ao esforço terapêutico.

  • Avaliação inicial de rotina: sinaliza precocemente a presença de distorções acentuadas no autoconceito que ameaçam a vinculação mútua no arranque das consultas.
  • Monitorização de evolução e de sintomas: quantifica os progressos reativos sempre que são trabalhados frontalmente os padrões rígidos de comparação e autocrítica desenvolvidos pelo utente.
  • Intervenção em episódios de afeto deprimido: separa estruturalmente um traço deficitário generalizado do abatimento estanque no qual o paciente verbaliza que " sinto-me inútil ", permitindo nortear a reestruturação cognitiva.
  • Planeamento de focos psicoterapêuticos: dá respaldo científico ao terapeuta que pretende orientar um foco num exercício clínico sobre autodesvalorização e valor próprio validado pelo perfil empírico do teste.

Obter um cômputo balizado e rigoroso deste pilar psicológico confere ao profissional a vantagem clínica de discutir a vulnerabilidade emocional partindo de uma grandeza indiscutível, contornando a minimização defensiva que a simples observação aberta frequentemente encontra no paciente.

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As perguntas

  1. Abaixo encontrará uma lista de afirmações sobre o que pensa de si mesmo(a) em geral. Para cada uma delas, indique o seu grau de concordância ou discordância, escolhendo a resposta que melhor corresponde à sua opinião.
    1. Acho que sou uma pessoa de valor, pelo menos tanto como qualquer outra.
    Este item rastreia a vivência fundamental de igualdade estatutária e de dignidade perante o grupo social de pertença.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  2. 2. Acho que tenho várias qualidades boas.
    Avalia o grau de permissão que o indivíduo detém para constatar proativamente as suas competências inerentes.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  3. 3. Considerando tudo, tendo a ver-me como um fracasso.
    Procura mapear o peso sintomático de um referencial interno estruturado na ideia da perdedor crónico.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  4. 4. Sou capaz de fazer as coisas tão bem como a maioria das pessoas.
    Investiga a dimensão comparativa da perceção de eficácia funcional nas tarefas em comum e no desenvolvimento normal.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  5. 5. Sinto que tenho poucos motivos para me orgulhar.
    Verifica diretamente a falha na capacidade intrínseca de gerar orgulho próprio e de assimilar conquistas.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  6. 6. Tenho uma atitude positiva em relação a mim.
    Solicita ao paciente uma ponderação geral e clara da valência afetiva base do seu posicionamento introspetivo.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  7. 7. No geral, estou contente comigo.
    Centra-se na medição da complacência estrutural do utente com a entidade que é, avaliando o grau do seu contentamento próprio.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  8. 8. Gostaria de ter mais respeito por mim.
    Expõe o anseio e a constatação presente de um défice no respeito pela própria individualidade.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  9. 9. Às vezes, sinto-me realmente inútil.
    Identifica a suscetibilidade às quedas depressivas pautadas por um agudo esvaziamento da função utilitária do eu.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  10. 10. Às vezes penso que não sirvo para nada.
    Sinaliza a irrupção ativa de classificações generalistas perigosas, como uma negação definitiva de viabilidade cívica ou de ser.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo
    • Concordo totalmente
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