Escala Breve de Resiliência

A Escala Breve de Resiliência (BRS) destaca-se na avaliação psicológica por isolar o construto da resiliência enquanto capacidade estrita de recuperação…

Escala Breve de Resiliência
Perguntas
6
Duração
2 min
Título original
Brief Resilience Scale
Adaptação
Escala Breve de Resiliência
Autores
Smith, B. W., Dalen, J., Wiggins, K., Tooley, E., Christopher, P., & Bernard, J.
Criação
2008

A Escala Breve de Resiliência (BRS) destaca-se na avaliação psicológica por isolar o construto da resiliência enquanto capacidade estrita de recuperação rápida perante eventos vitais adversos (o chamado fator de bounce back). Este enfoque diferencia a BRS de outros instrumentos tradicionais que medem recursos protetores latentes e prévios, como o otimismo, a coragem ou o suporte social de base. Na prática clínica diária, dispor de uma medida diretamente focada na reatividade ao stresse e na velocidade de readaptação permite identificar vulnerabilidades prementes que, de outra forma, poderiam permanecer ocultas sob as estratégias de evitamento compensatórias do avaliado.

Enquanto medida validada e de rápida administração, a BRS revela-se perfeitamente vocacionada para acompanhamentos longitudinais e avaliações repetidas. A sua integração sistemática permite ao clínico traçar de forma clara o perfil de resposta à adversidade do paciente, clarificando se estratégias estruturadas focadas na promoção da aceitação — como implementar um programa de ACT para a Depressão: Flexibilidade Psicológica em 4 Etapas — se estão, de facto, a traduzir numa maior agilidade psicológica perante as exigências e pressões do quotidiano. A utilização continuada destes dados acrescenta grande robustez empírica, sustentando decisões terapêuticas mais seguras e um tratamento verdadeiramente ancorado na medição real e atualizada das forças do indivíduo.

Exemplo de resultado

Resultado fictício, calculado a partir de um conjunto de respostas de exemplo.

Pontuação global
2.667/ 5
A Brief Resilience Scale (BRS) é um questionário de autorrelato de 6 itens desenvolvido para avaliar a resiliência psicológica, definida como a capacidade de um indivíduo de "recuperar-se" ou restabelecer-se rapidamente do estresse e da adversidade. Ao contrário de outras escalas que medem fatores de proteção ou recursos preexistentes, a BRS avalia diretamente a capacidade percebida de recuperação após um evento difícil.
1–1.82
Resiliência muito baixa
1.83–2.66
Resiliência baixa
2.67–3.16
Resiliência média-baixa
2.667
3.17–3.66
Resiliência média
3.67–3.99
Resiliência média-alta
4–4.66
Resiliência alta
4.67–5
Resiliência muito alta
Ponto de corte sugerido por pesquisa metanalítica para resiliência média-baixa
généralemisto · estudantes · estudantes de graduação · Estados Unidos · n = 128 · 2008 · Smith et al. (2008)
15
2.667
M = 3.53 ± 0.68
cliniquemisto · condição: pacientes em reabilitação cardíaca · Estados Unidos · n = 112 · 2008 · Smith et al. (2008)
15
2.667
M = 3.98 ± 0.68
cliniquemisto · condição: pacientes em reabilitação cardíaca sem personalidade Tipo D · Estados Unidos · n = 93 · 2008 · Smith et al. (2008)
15
2.667
M = 4.11 ± 0.6
cliniquemisto · condição: pacientes em reabilitação cardíaca com personalidade Tipo D · Estados Unidos · n = 19 · 2008 · Smith et al. (2008)effectif faible
15
2.667
M = 3.27 ± 0.67
cliniquemulheres · condição: fibromialgia · Estados Unidos · n = 20 · 2008 · Smith et al. (2008)effectif faible
15
2.667
M = 3.09 ± 0.93
Pontuação
Média, pontuação total de 1 a 5, cada item é pontuado em uma escala de 5 pontos (de 1 a 5).

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O que o teste mede

A BRS avalia primariamente a agilidade subjetiva do paciente em regressar ao seu nível de funcionamento prévio após o impacto de situações vitais imprevistas, exigentes ou abertamente disruptivas. Em vez de inventariar múltiplos traços abrangentes de personalidade, o instrumento debruça-se, de forma circunscrita, sobre a perceção individual em relação ao tempo, à energia e à dificuldade exigidos pela jornada de readaptação.

  • Velocidade de readaptação: A rapidez sentida com que a pessoa recupera o equilíbrio mental, competência central que beneficia francamente do trabalho prévio em torno de As Bases da Saúde Mental: Programa Psicoeducativo Clínico conduzido ao longo das sessões.
  • Resistência ao impacto: A capacidade global de não se desorganizar de forma severa, desestruturante ou prolongada perante fatores crónicos ou picos de desestabilização.
  • Custo percebido da recuperação: O grau de esforço, de turbulência interna e a inerente dificuldade sentida para ultrapassar falhas pessoais, cujas particularidades podem ser ativamente transformadas explorando recursos de refocalização, como em Cometi um Erro: Exercício Clínico para Trabalhar a Autocrítica.
  • Vulnerabilidade ao stresse agudo: A suscetibilidade declarada pelo indivíduo quando confrontado diretamente com o choque imediato do obstáculo.

Este teste orienta-se a uma amplíssima franja da população adulta, aplicando-se com reconhecida mais-valia tanto ao contexto generalista de clínica privada, como a avaliações específicas em quadros de desgaste laboral grave ou envelhecimento.

Quando e porquê utilizá-lo

A aplicação da BRS estrutura precocemente a formulação de caso, servindo para aferir as valências da pessoa na gestão imediata de expectativas durante o processo terapêutico. A brevidade dos seis itens torna a BRS num aliado prático indispensável, minimizando significativamente a carga atencional e a fatigabilidade do próprio respondente.

Indicação ClínicaRacional da Aplicação
Avaliação basal no acolhimentoEstabelece um retrato preciso das defesas ativas que a pessoa ostenta perante stressores declarados, oferecendo alicerces à planificação de ferramentas de suporte orientadas para a ação, como usar A Luta do Paciente contra a Ansiedade: Exercício Clínico.
Monitorização do progressoQuantifica de forma clara e ágil a eficácia terapêutica dos protocolos de regulação já introduzidos, atestando em que medida a capacidade de absorver e enquadrar percalços menores consolida o avanço clínico geral.
Rastreio de vulnerabilidadeSinaliza doentes com marcados défices pontuais na retoma ao equilíbrio basal pós-crise, justificando o treino prioritário de intervenções de acalmia imediata, como a introdução do Áudio Curto de Ancoragem no Momento Presente para Clínicos.
Apoio ao diagnóstico diferencialAuxilia o profissional a balizar a distinção entre picos intensos, embora reversíveis, de reatividade a uma vivência aguda e a presença de traços de psicopatologia internalizada mais fixos, matizando a avaliação funcional final.

A observação estritamente clínica beneficia largamente do cruzamento com este score validado ao superar os recorrentes vieses de recordação pessimista na sessão, providenciando uma leitura neutra focada puramente na métrica da recuperação psicológica.

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As perguntas

  1. A forma como as pessoas geralmente se percebem é descrita nas 6 frases seguintes. Leia-as atentamente e reflita sobre a sua própria forma de pensar. Em seguida, escolha a resposta que melhor corresponde à descrição que faria de si mesmo. Não há respostas certas ou erradas.
    1. Costumo recuperar-me rapidamente após momentos difíceis.
    Este item afere a perceção e a confiança interna que o avaliado demonstra face à sua própria capacidade temporal de readaptação normativa imediata após períodos de intempérie emocional.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo ligeiramente
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  2. 2. Tenho muita dificuldade em lidar com eventos estressantes.
    A formulação debruça-se sobre o volume de resistência e fricção subjetiva experienciada pelo paciente face a um pico reativo associado à adversidade e à tensão prolongada.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo ligeiramente
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  3. 3. Quando enfrento um evento difícil, recupero-me rapidamente.
    O aspeto primordial aqui focado é a variável da duração isolada, visando qualificar a janela temporal percebida desde a disrupção do stresse até ao apaziguamento total do eixo ansioso do indivíduo.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo ligeiramente
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  4. 4. Tenho dificuldade em me recuperar quando enfrento um problema.
    Este critério avalia diretamente as dinâmicas de imobilização repentina, identificando o grau da paralisia reativa ou bloqueio existencial que se instala na imediata sequência de notícias dramáticas ou impasses não agendados.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo ligeiramente
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  5. 5. Depois de momentos difíceis, recupero-me com bastante facilidade.
    Analisa o desgaste global embutido na capacidade de confronto a médio prazo, ponderando a hipótese de o sujeito conseguir ultrapassar obstáculos mantendo ativamente o distanciamento da sobrecarga somática ou da preocupação invasiva.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo ligeiramente
    • Concordo
    • Concordo totalmente
  6. 6. Costumo precisar de tempo para superar as contrariedades da vida.
    A resposta a esta asserção sinaliza a manifesta propensão à ancoragem ou fixação no passado perante desfechos que não corresponderam às expectativas projetadas pela pessoa na sua própria vida.
    • Discordo totalmente
    • Discordo
    • Concordo ligeiramente
    • Concordo
    • Concordo totalmente
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